Simpsonit
Segui para o barco às 14h e percebi que é um grande barco. Bar, casino, pequeno palco com piano de cauda, a puxar para o luxuoso. Bastante confortável.
Interior do barco
Fui para a zona do bar, onde fiquei sentado numa pequena poltrona, como se estivesse noutro sítio qualquer. Achei que a viagem num barco com aquelas seria bastante estável. Enganei-me. O tempo estava terrível. Com o balanço, por vezes a minha poltrona levantava um dos pés e acabei por ficar um pouco enjoado, nada de grave, mas não conseguia olhar pela enorme janela à minha frente.
Se se esforçarem, conseguem ver as luzes, no horizonte: Estónia!
Durante um período foi terrível pois havia ondas contra o vidro e o tilintar das garrafas no bar, mas passou-se!
Cheguei a Tallinn de noite (16.30h, hora local – os dias são realmente curtos aqui, mas eles dizem que já estão a alongar-se).
A Anu foi-me buscar ao porto e seguimos de táxi até casa por causa das minhas malas, caso contrário teríamos ido a pé, pois a cidade é muito pequena e pode-se perfeitamente andar a pé para todo o lado.
O apartamento está muito bem situado, não tem mau aspecto, mas mostrou-se um pouco mais pequeno do que estava à espera, mas já estou habituado e é o bastante para duas pessoas. É muito confortável, aqui anda-se quase de t-shirt em casa. O meu quarto é, de facto uma sala com uma cama ao canto mas isso não é um problema. É espaçoso e confortável.
A Anu mostrou-se bastante simpática, mas começo a perceber o espírito estoniano: eles não são verdadeiramente antipáticos, como cheguei a ouvir dizer. Por exemplo, se pedirem uma informação, eles simplesmente respondem e seguem o seu caminho. Não nos dão mais do que pedirmos, daí a tal reserva…
A Anu tem 28 anos, já está no mestrado em Relações Internacionais e trabalha num programa europeu na câmara municipal de Tallinn, pelo que viaja imenso em trabalho. Ainda este mês estará fora por uns dias em França (Prantsusmaa, em estoniano).
Fomos ao supermercado, o que se mostrou um pequeno choque pois ainda não tinha contactado com a coroa (kroon) e foi um pouco difícil perceber o preço das coisas. Mas já percebi que as notas é que vale algo. Um euro são 15 krooni, portanto uma moeda de 1 kroon são 0, 06666 cêntimos, mas há moedas de valor inferior a um kroon. Voltando ao supermercado: as grande marcas estão obviamente representadas, mas de forma bastante diferente, só há cereais em caixas mais pequenas dos que as “nossas” de tamanho “normal”, por exemplo. A peixaria vende alguma variedade de peixe, mas não às postas. Assim, compra-se por exemplo meio salmão cortado no sentido da espinha maior, sem espinhas nem pele. Do talho só reparei numas carnes cortadas aos pedaços cobertas de especiarias. A fruta não é muito variada e um pouco cara.
Jantámos salmão no forno, com (julgo) coentros, nada mais, cozinhado em folha de alumínio, acompanhado com pão (bastante escuro e muito bom, chamado leib) às fatias com um queijo daqui, tipo sanduíche mas sem a fatia de pão por cima – um pormenor bastante significativo, não pensem que sou demasiado descritivo!
Ficámos um pouco à conversa e fui desfazer as malas. O meu quarto tem uma grande janela e pude ver nevar pela primeira vez aqui (em Helsínquia também não nevava). Fui-me deitar pois estava cansado, mas mal consegui dormir.
O meu quarto em Tallinn, à chegada
Téré! Brutsal os simpsonits!!...adorei ler as tuas primeiras aventuras da tua longa..., não, (não vamos eternizar) de algumas semanas da tua estadia em Tallinn, que te vão parecer de certeza apenas ums dias, pois pelo o que pude perceber tems muito para ver, conhecer, aprender...enfim...
ResponderEliminarficamos á espera de mais notícias, vindas directeamente de Tallinn...:) big kiss kiss (como será que se diz beijinho em estoniano...?)
head aega!
Viva
ResponderEliminarVou Sexta feira para Helsinquia, e a preparar a viagem deparei-me com o seu blog, que já foi bastante util. :)
Sérgio Brites