quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Battery Prison 13/01/2009

Tere a todos!
Depois da aula de segunda-feira (esimaspäev - estivemos a dar os dias da semana), fomos visitar uma antiga prisão em Tallinn, ninguém me soube explicar porquê, chamada Battery... Na verdade a dita prisão está no chamado Battery Park, pelo que quando me deparei com uma prisão em desuso, fria e ao abandono, fiquei sem saber o que estava ali a fazer, mas acabou por se tornar algo muito interessante para ver.
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Esta prisão foi inicialmente um porto, não me lembro de datas, confesso, mas lembro-me de o guia estar a dizer que era defendida com balas de canhão, pelo que deve ser velha como tudo! Mostrou-nos celas, "casas de banho", salas onde os prisioneiros eram baleados, um sítio de passagem, onde, como teste à resitência de cada um, os colocavam numa caixa, com cerca de um metro e sessenta de altura, sem assentos e tão pequenas que não conseguiam estar sem ser com os joelhos semi-flectido, numa posição realmente difícil de suportar.
Numa outra divisão, com apenas algumas celas, eram deixados de quarentena, sendo apenas alimentados a àgua quente ou (notem que disse "ou") pão, dia sim, dia não. Apesar de vos estar a contar as partes mais desagradáveis (não se espera uma visita especialmente divertida a uma prisão, como devem imaginar), a visita foi bastante interessante e o sítio, apesar de tudo, inclusivé o facto de já ser de noite, tem um clima entre o assustador e o tentador, no sentido em que queremos espreitar todas as salas e saber o que se passou ali, apesar de sabermos que foi horrível. Enfim, mas não quero parecer mórbido.
Depois da visita eu e um pequeno grupo fomos tomar chocolate quente (MARAVILHOSO) a um kohvik (café, no sentido de cafetaria, pois café de beber é kohv), que ganhou o prémio de melhor cafetaria de 2008 em Tallinn. O que é certo é que a localização (mesmo no centro da cidade velha, com vista para a Raekoda Platz, o delicioso chocolate, os bolos com um aspecto como eu nunca vi, o ambiente, refiro-me à decoração, com pinturas nas paredes tipo paleolíticas, pianos antigos, mesas e sofás com aquele aspecto velho mas que apetece sentar e ficar ali horas à conversa ou a ouvir música, a atenção à forma como serviam as coisas, tudo isso deve ter pesado bastante na selecção. Parece que fui pago para escrever tão elogioso comentário, mas a verdade é que foi melhor que conheci até agora em Tallinn.

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