terça-feira, 24 de março de 2009

Copenhaga 21 e 22/03/2009

Olá! A Pequena Sereia, que é mesmo pequena pois só a vi por acaso! Tenho a dizer que por aqui nada de muito especial se passa. Os meus dias são basicamente passados a desenhar, que não é bem desenhar, pois o que ando a fazer são umas colagens, de grande precisão e paciência. Por vezes canso-me, mas estou a gostar dos resultados. Em breve fotografo um ou dois e mostro, pois estes não são exactamente como os outros brancos. Enfim, está a ser um trabalho diferente que provavelmente só faria estando aqui, tanto pelo facto de estar a trabalhar com mapas, como pelo tempo que aqui posso reservar para estes trabalhos. Bem, mas para além disso, o que venho aqui deixar-vos é o relato da minha viagem a Copenhaga, Dinamarca, que fiz no passado fim-de-semana. Apesar de não ir com "demasiadas" expectativas, não que não quisesse ir lá (obviamente! Se não, não ia, não é?!), esta acabou por se revelar umas das cidades mais interessantes que por estes tempo visitei. Agradou-me o tempo que por lá se sentia, não que estivesse como aí, pois, porque sei que em Portugal estiveram 30 graus, ou algo do género. Na Estónia também 30...ups, tira o zero...3ºC e houve um dia em que acho que chegou aos 4 ou 5. Bem que calor, não imaginam! Copenhaga: Tenho a dizer que uma das coisas que mais me impressionaram nesta bela cidade foi a quantidade de bicicletas. Já as tinha visto também em Estocolmo, mas aqui, não tem comparação, e, também devido à temperatura, havia mais gente a pedalar pelas ruas, mas é tanta gente que quase nem há carros! Houve sítios por onde passei, em que não havia carros a passar na estrada. E adorei ver umas pessoas a sair do teatro, pela porta lateral (se calhar até eram actores famosos dinamarqueses, mas não sei!) e depois, apesar de eu não perceber o que diziam, achei graça aos três, cada um com a sua bicicleta e depois da despedida, cada um na sa direcção, com as malas nos cestos de verga. Adorei! Bem, mas Copenhaga não são só bicicletas (quase, mas enfim!) Copenhaga é Hans Christian Andersen, é a Pequena Sereia, (bicicletas!), Carlsberg, pessoas elegantes, ruas limpas, transportes ultra-modernos e eficientes, pessoas simpáticas, parques por onde apetece passear, canais, casas coloridas, ruas seguras e muito mais! Nihaven, um dos bairros mais pitorescos da cidade
A Bibioteca Nacional, conhecida como Black Diamond
Não vou relatar de facto os dois dias, pois muito da minha viagem foi andar pelas ruas (ando a descobrir este prazer nas viagens, em vez de ser só museus e sítios para ver). Anda-se muito bem por toda a cidade, eu não apanhei um único autocarro! Só o comboio de e para o aeroporto. Fiquei instalado num pequeno hotel perto da zona com mais casas de meninas e achei engraçado pois talvez aquela zona seja a menos segura da cidade (não sei, imagino), mas sentia-me ali como em casa. Acho que se deve ao nível de vida das pessoas, ali ninguém precisa de roubar ou algo do género pois todos parecem viver em grande dignidade, rsponsabilidade cívica e segurança a todos os níveis.
Para o Domingo reservei uma ida a Galeria Nacional da Dinamarca (Statens Museum for Kunst), um museu muito interessante pois alberga arte dinamarquesa e internacional dos mais variados períodos e épocas, de uma forma algo eclética, mas que torna a visita muito, muito interessante, pois não estamos durante muito tempo só a ver paisagens e naturezas-mortas do século XVIII, mas antes, ora um Matisse, ora um Sbrichnny qualquer dinamarquês, ora um Donald Judd, enfim, gostei mesmo muito!
Outra coisa que observei foi a recorrência com que a arquitectura moderna ser liga com a antiga. Este museu e a biblioteca são bons exemplos disso. Achei de grande valor e, apesar serem sempre completamente diferentes, tive sempre uma sensação de relação e não de choque entre ambas. Aqui o design e a arquitectura são da melhor qualidade, isso dá para ver em todos os lados: lojas, jardins, transportes, enfim...
Depois do museu caminhei até ao outro extremo da cidade, a zona ribeirinha do maior canal, uma das zonas de que mais gostei, onde tive tempo de apanhar um pouco de Sol e andar pelas redondezas, enquanto via o que por mim ia passando. Depois disso, e como o tempo já não chegava para tudo, ainda pude ir ao Museu Nacional, onde só tive tempo de ver o andar de baixo, mas, ao que me pareceu, chegou para ver a obra-prima do museu: esta belíssima carroça, da Idade do Bronze, que, apesar de ter à volta de 5000 anos, inspirou vários artistas, como Giacometti, é um dos mais belos exemplares de escultura daquele período e é "masterpiece" no Museu Nacional da Dinamarca. Um dos pontos altos, sem dúvida.
Depois disso, como o tempo já não era muito, segui para o aeroporto, de onde parti em direcção a Tallinn, mas com o pensamento no sentido oposto...
Beijinhos e abraços

1 comentário:

  1. Invejaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...... queria ver esses sitios todos! lol
    Quero todas essas aventuras contadas pessoalmente!!!!!! :) Esta quase!!

    ResponderEliminar